domingo, 3 de março de 2013

Vigília



Em cada pequena lágrima,
Há uma discreta lástima
Pairando sobre a pseudo-paz
De uma alegria fugaz
Que se esvai em questão de segundo.
Para onde caminha o mundo?
Como se consegue ser feliz
Ao ver que só por um triz
Continua faminto o homem
Sem saber de quê tem fome?
Ando assim sem norte,
Dia-a-dia escapando da morte
À espera de uma razão
Para fugir na contramão
Da rotina que sempre me guia.
Permaneço então em vigília
Reiterando a vida amena.
Sorrio com a face serena
Na certeza de que é impossível
Contentar-se vendo o inadmissível.

3 comentários:

B. disse...

Quem dera, se os seres humanos fossem sensatos e sensíveis, como você, Lara. Quem dera, se pelo menos metade da população mundial enxergasse o que está dos nossos olhos. Talvez assim, pudéssemos evitar tantas tragédias, talvez assim o homem pudesse recuperar sua dignidade. Como sempre, lindas palavras!

Pâmela Cristina Ribeiro Ferracini disse...

Oi coração, tudo bem?
Então, hoje eu vim deixar um comentário diferente.
Fiz um post especial no Love in red, e, desta vez é como um convite aos leitores (a).
Acesse: http://pamellaferracini.blogspot.com.br/2012/03/aniversario-do-love-in-red-2-anos.html

Conto com sua presença!
Um beijo, Pâm

Artur César disse...

Excelente!!! Adorei !!

Artur César