sábado, 16 de março de 2013

Fênix



Acho tão injusto
Esse teu trato...
Só porque sabes bem
Que já me tens na tua mão.

Acho tão incômoda
Essa tua falta de tato...
Só por saber também
Que já tens meu coração.

Então te peço, por favor:
Não confia na garantia
De que basta amor
Para compensar a apatia.

Então te peço, por gentileza:
Não te conforma com o sentimento
Que, correspondido com firmeza,
Não se mantém isolado ao vento.

Aprende que reciprocidade
Não é suficiente se estiver isolada.
Pois é fato que a felicidade
Não é apenas amar e ser amada.

Entende que para dar certo
Não depende somente de um.
Pois a relação é de dois que estão perto,
Não distantes de um lugar comum.

Recordo bem como foi a princípio
E é o que guardo dentro de mim:
A lembrança antes do precipício
Que nos encaminhou ao fim.

Preservo o nascimento de tudo
E é o que prefiro ter em mente:
A memória saudosa ao fundo
Que antecede qualquer poente.

Ainda há tempo para mudança:
Resgata o que existe em nós,
Porque sofrer demais cansa
E tem mais contras do que prós.

Ainda há tempo para retorno:
Reinicia o que outrora começou!
Porque meu corpo está morno
E lembra por quem se apaixonou.

4 comentários:

B. disse...

É preciso se permitir, é preciso deixar o amor ressurgir!

Ismália . disse...

"Não confia na garantia
De que basta amor
Para compensar a apatia."

Ai, Larinha, quando eu crescer quero escrever poesias tão bem quanto você. *-*

Beijocas, lindona!

Ismália .

Pâmela Cristina Ribeiro Ferracini disse...

Se ainda existe amor, não devemos deixar que ele se vá. Mas, se for de ambas as partes.

Jaci Rocha disse...

O corpo sempre recorda...a alma recobra...a vida pede: o amor sentido.

Como sempre...eu adorei! :)