segunda-feira, 25 de março de 2013

Valsa Flamejante



Eu quero te dar o amor que não me couber.
Isso e muito mais, mas bem devagar
Pra quando você souber
Não quiser escapar, e sim transbordar
- De mãos dadas, se puder -.

Comer pipoca nos preguiçosos domingos,
Dançar essa valsa, me abraçar, contar: ¾.
E me pertencer de mansinho...
Pintar as paredes do quarto
Com trechos de canções, meus refrões chatos...

Para assim, ver girar todo o universo
E em cada toque que eu conseguir arrancar
Me inspirar para compor um mundo de versos.
Ter taquicardia ao te beijar,
Sentir arrepios diversos.

Eu só quero rimar sua vida com a minha.
Poder dividir e somar, talvez multiplicar
E não ser mais mesquinha.
Quero algo pra crer, um nós para acreditar
E que nunca chegue o fim da linha...

Um futuro laço, ser tudo e nada,
Aprender o que é plenitude.
Por você, ser dedicada
O bastante, suficiente, descobrir virtudes
E seguir a estrada...
Seguir nessa estrada.
Seguir nossa estrada.

6 comentários:

Anderson Calandrini disse...

Muito belo o seu poema.
Como sempre descrevendo um pouco dos sentimentos que nos (seres humanos) guiam.

Karlinha Ferreira disse...

Amei...
Doce... contínuo... Leve...
Me fez lembrar o tempo que amei...
Viajei...

Xerão

Amanda Souza disse...

Delícia de poema, Lara! Como sempre, muito bem escrito e bom de ser lido. Nada como o amor, né?
Beijinhos

Hipérboles
@hiperbolismos

Genniffer Moreira disse...

Bore dançar, gata? XD

B. disse...

Acho fantástica a maneira como você demonstra sua paixão através dos versos. É complicado passar pro papel, no entanto, você o faz de uma forma tão inacreditável. Sua facilidade com as palavras, sua intensidade, sua inspiração e seu amor pela poesia, são únicos.
Parabéns!

Lucian Rodrigues Cardoso disse...

Belo convite à estrada feito pelo poema! Parabéns! Abraços!