sábado, 21 de agosto de 2010

À Deriva


Trovando-te, fiz uma cantiga,
Mas provei só teu amor azedo.
Portanto, desisti logo cedo,
E o que restou foi mágoa antiga.

Sem saber, apontaram-me o dedo:
Sou culpada por ter uma diva
Cuja alma ficou à deriva,
E o que restou foi apenas medo.

E por causa desse medo doentio,
O amor tornou-se obstáculo,
Pois deixa teu pedestal por um fio.

Não queres ver o espetáculo
Da queda estupenda do teu brio?
Entrega-te a mim: sou teu oráculo!

7 comentários:

lenin disse...

Cool, mas meio induzindo a depressão, quero frieza e despeito a sentimentos, mas tudo bem saco seu eu lírico, sou seu fã Lara!

Cris Mor disse...

Muito linda está tua cantiga, adoro está linguagem arcaica!!!

Mensagem Efêmera disse...

Entendi o tipo de exteriorização poética que você quer ler, Lenin. Mas assim, cada poema é uma coisa diferente, sabe? Alguns mostram desprezo ao amor, outros mostram o contrário :D

Cris, que legal que você gosta de linguagem arcaica, isso é muito raro hoje em dia :D

lenin disse...

Entendo, mas como eu disse, entendi o seu eu lírico!

Luan GenTil disse...

particularmente, acho lindo quando se escreve ou fala de amor, do ponto de vista em sépia ou com ruidos de cinza. axo q isso é "sentir" de verdade, não no sentido meramente "oral", maisn é sentir com o coração, todas as nuances e particularidades mais densas, e por tanto, mais belas que envolvem o amor. resumindo! adorei essa escrita, vejo nela o meu tipo de amor. =D

Mensagem Efêmera disse...

Ah, Luan, que lindo o seu tipo de amor, então! Um amor, literalmente, Gentil :D

Rá. Stèphanie disse...

Nossa! Adorei xD

"Trovando-te, fiz uma cantiga,
Mas provei só teu amor azedo.
Portanto, desisti logo cedo,
E o que restou foi mágoa antiga."

"E por causa desse medo doentio,
O amor tornou-se obstáculo,
Pois deixa teu pedestal por um fio"

Isso me lembrou uma tal de Raíssa heioheoihe

Adorei tudo e tudo lembra a tal da Raíssa. xD
Mas esses que eu evidenciei são os principais :P