quarta-feira, 14 de abril de 2010

Madrugada

Doce olhar prateado,
Pela lua e estrelas iluminado...
Voz ecoando no frio deserto,
Mãos abanando em um desespero certo.

Lânguidas pálpebras a se cerrar.
Jamais veremos novamente esse olhar...
Lágrimas e mentiras roucas,
Que cada vez mais a hipocrisia rouba.

Brilhantes, longos e negros,
Assim eram teus longos cabelos...
Porém tua doença não cura,
E então se putrefou tua carne pura.

Mas por ti eu chorei,
E em todas as madrugadas velei.
Por ti, rosas eu ofereci,
E finalmente, junto de ti eu parti...