quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Desjejum



Uma vez meu pai me disse:
- Filha, poesia não enche barriga!
De fato, não matou minha fome.
Confesso que fiquei muito triste,
Sem saber direito o que fazer da vida,
Mas continuei a louvar o seu nome.

Uma vez provei da palavra
E me alimentei do que ela oferecia.
Não enchi a barriga, mas preenchi a alma
E daí pra frente foi só alegria.
Espírito pleno em cada refeição,
Hoje peço, segura, com o livro na mão:
- Por favor, me veja um prato cheio de poesia!

3 comentários:

Jaci Rocha disse...

Dois,então! o/ :)

Karlinha Ferreira disse...

Alma cheia na maioria das vezes vale mais... Que bom que não parou...
^^ "Para a nossa Alegriiiiiiaaaaaaa"

ok... foi péssimo, mas não resisti... RS...

Beijo grande Larinha

Rê Primo disse...

Faz tanto tempo que não caminho por aq... Já estava com saudades..