sábado, 29 de setembro de 2012

Soneto sem Destinatário


Escrevo versos sem destinatário,
Conformo-me sendo remetente.
Apenas compor já me faz contente,
Desprendimento gradual e diário.

Dessa forma sigo sempre em frente
Fazendo de minhas estrofes, relicário:
Num monólogo, roteiro solitário,
Inspirado por ânsia latente.

Portanto, não dedico a ninguém
Nenhum poema, nenhuma carta.
Se um dia eu amar alguém,

Declararei o que sinto, e isso basta:

Pois quando acaba o querer bem,
A poesia marca e a palavra se arrasta.

6 comentários:

Nath disse...

Amei a escolha das palavras, a história, o ritmo
Tudo muito bem escrito :D

Pâmela Cristina Ribeiro Ferracini disse...

Que harmonia em, sublime,
sublime. *-*

Anônimo disse...

Muito bom. Faz bom uso desse dom, escreve ritmado... Gostei; acompanharei sua página.

B. disse...

Gosto da musicalidade que atribui aos seus poemas. Nem sempre é preciso ter uma pessoa como inspiração para escrever. Muitas vezes a palavra sai naturalmente e de uma forma MUITO mais intensa, do que se você estivesse sentindo. Foi o que aconteceu no seu texto.

Anônimo disse...

Nossa!!! Maravilhoso!!! Amei! Por isso que linkei teu blog...Cara, muito boa que tu és!

Jaci Rocha disse...

Soneto lindo! Com uma musicidade que é própria da tua rima, Lara!
Gostei muito! =)