quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Marciana



Amar-te é sentimento sublime que invade
Cada mínimo espaço de minh’alma esquecida.
A Marte eu iria como qualquer nômade ou náiade
Só por teu beijo cálido na despedida.

Alarde eu fiz sobre aquilo que guardo,
Ciente da beleza de teu sorriso esculpido.
Alarme tocou e carrego o fardo
De conter um amor não-correspondido.

Enfermo meu peito prossegue doído
À espera do fim da platonicidade...
Infarto no leito com o coração moído
Emoção repentina: reciprocidade.

6 comentários:

Edilson Cravo disse...

Lara:

Nem precisa das alianças depois deste poema...rs

Beijooos.

Amanda Souza disse...

Lindo, Lara! Já tentei fazer poemas, mas realmente não é o meu estilo, embora eu goste muito, principalmente da Cecília Meireles.
Nada mais lindo do que ser surpreendido ao saber que quem a gente ama, nos ama de volta.
Beijinhos

hiperbolismos.blogspot.com

B. disse...

Se amar e ser amado já é digno de sofrimento, amar platonicamente então, é sofrer em dobro, por você e pela pessoa que se quer. Parece até uma lei que rege o universo, mas sempre queremos aquilo que está 'inalcançável'. É complicada essa situação.

Mariseven Zanon disse...

Menina...Tu és uma poeta incrível Lara! Super bem estruturado , lindo!

Ismália . disse...

Oiêêê!
Olha só quem ressuscitou das cinzas hauiahahiuahahuihai

Boneca, seu poema é lindo *-*
E preciso ressaltar uma coisa: seu vocabulário. É tão rico, parabéns!

Beijocas da Lali. :*

Pâmela Cristina Ribeiro Ferracini disse...

Voce tem alma de poetisa, e mãos de anjo em. Queria ter um pouco dessa seu talento *-*