quinta-feira, 24 de maio de 2012

Decepção


Nas madrugadas
Um brilho me acompanha:
Com as luzes apagadas,
Eu cheia de manha
Sinto vontade de chorar
Ao perceber, com muita dor
Que o brilho não vem do teu olhar
Mas sim da tela do computador.

10 comentários:

Mirella de Oliveira disse...

hahahaha

Seria trágico se não fosse cômico. Ou seria cômico se não fosse trágico?
Enfim, é engraçado, mas conheço esta dor. Decepcionante, realmente.

Beijão, Larinha! :)

Jaci Rocha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jaci Rocha disse...

estas ausências...quem viveu e sentiu...acumula dentro de sí a capacidade de amar. Uma hora...até inesperada...o computador torna-se a tela menos usada...(é qdo se começa a pintar o mundo em outra cor...ainda que a mesma).
Fazes....fazes. O bom...é que passam. Beijo Larinha! =)

Thomas Aner disse...

Deveras... Um simples olhar pode ser algo mágigo e realmente inebriar se a pessoa for um de seus anelos...

Edilson Cravo disse...

Lara:

Lindo, triste e poético.
Lindo fim de semana.
Beijooos.

Diego Saldanha disse...

A solidão pode ser boa mas pode arder... inda mais quando somos surpreendidos por decepções e ausências. Nem toda solidão é ausência. http://salpage.blogspot.com.br/

Genny disse...

Um fascinante final, realmente seria muito cômico se não fosse tão trágico, sofrer desse mal, se é que isso é um mal, faz parte da vida, acredito, então, vivamos, pois a solidão e a companhia de um computador às vezes são mil vezes melhores do que a companhia de um falso amor.


:) ~beijos.

Elisa Cunha disse...

Como a Mirella falou, seria trágico se não fosse cômico.

"A notação e sequência dos fatos estava exata, o estilo enxuto. Como era, então, que a gente ria tanto, em vez de chorar?" Mário Quintana

Ana Andreolli disse...

ADOREI. mais contemporâneo impossivel.

Luiz Alfredo disse...

Abraças este olhar
com as teclas e teces
este doce poema
que será outro olhar
a dizer estes versos
de luz virtual
em outras telas
a quem você ama
e com certeza mais real
talvez
que os sonetos azuis
lançados ao mar...

Luiz Alfredo - poeta