segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Metas


Qual a meta
De ser poeta?
A meta
De todo poeta
É livrar-se da fera
Que guarda dentro de si.


Qual o prazer
De se ler?
O ardor
De todo leitor
É descobrir que sua fera
Alguém mais é capaz de sentir.

13 comentários:

Christian V. Louis disse...

É verdade Lara. Inúmeras vezes ao lermos uma poesia (ou ouvirmos uma música) parece que foi feita para nós ou para aquele momento que estamos vivendo.
E acredito que esta seja a meta (ao menos a minha é) de todo autor, compositor, entre outros artistas.
Muito boa sua poesia.
Parabéns!

Mateus disse...

Fato!!!
Bem explicado e bem construído seu poema. Pura verdade. =]
Abraços

nilson disse...

É... Pessoa com certeza fingiu quando expressou que era um fingidor.
Tantas dores, tem que existir alguém para descrevê-las, denunciar tal existência.
Caso contrário, a solidão do sofrimento seria terrivelmente insuportável.

Sempre ótima sua arte!

B. disse...

Adoro poemas assim. São rápidos, objetivos e intensos. Dão um gostinho de 'quero mais'.

Lívia Almeida disse...

Bem verdade, mesmo... Expor a fera que há em si e dividir com alguém que entenda sobre esta fera.
xD

Luiz Alfredo disse...

A fera as vezes
não consegue se livrar
e nos tornamos poetas
eternamente
construindo poemas
imensos na esperança
de um dia
ela ir embora
mesmo assim
ainda fica a jaula
aberta
e a ameaça dela
voltar
poema massa minha
mana
muito massa!

Luiz Alfredo - poeta

vendedor de ilusão disse...

Olá, sou um autor; estive por aqui lhe visitando e, digo-lhe de passagem, gostei muito do blog, tanto que já sou seu seguidor. Dê-me a honra e visitei o meu! Quem sabe, minhas obras lhe agradem!
Um abraço,
J.R.Viviani
http://vendedordeilusao.blogspot.com

Genny disse...

Metas necessariamente iludem a nossa percepção e aliviam a tensão pela constatação dessa benéfica ilusão.

PEDRO STKLS disse...

' Lindo demais. Adorei. =)

Leandro Cruz disse...

Tudo que desejamos ao escrever um poema ou musica, eu descrevo com a imagem de, monstros dançando envolta de uma fogueira, isso me lembra do filme WEre The WIlds thing are, só queremos que nossos espiritos se encontremm com outros selvagens ao som do estalado da madeira queimando.

abraçoss me fez pensar muito essa poesia

http://inked-coffee.blogspot.com/

Natália Rocha disse...

É bem isso mesmo, Lara! E é justamente o que me fascina ao ler e me ver entre as virgulas e reticências dos outros, e de escrever e ver alguém que se diz caber em minhas linhas.

Lindo!

beijo!

Fábio Dias disse...

Tenho medo de comentar seu poema e acabar tropeçando nas palavras, então vou escrever somente a primeira palavra que me veio à cabeça logo que o li: GORGEOUS!

Odair Ribeiro disse...

Visita rara mas, não efêmera rsrsrs


abraço, volto.