segunda-feira, 9 de maio de 2011

Soneto Repentino

A Vinicius de Moraes


De repente o adeus fez-se preciso
Triste despedida como a gaivota solitária
E a melancolia fez-se necessária
E do júbilo fez-se o lamentar conciso.

De repente do amor fez-se o sumiço
Que transforma o apaixonado em pária
E da paixão fez-se escuridão extraordinária
E do sorriso sincero fez-se o penar fixo.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de demônio quem se fez angelical
E de desiludido o que se fez crente. 

Fez-se da vida terrena existência banal
Fez-se da dor companheira natural
De repente, não mais que de repente.

12 comentários:

Andressa disse...

Quando o adeus se faz necessário é a pior coisa do mundo :~

Genny LiMo disse...

Lindo. =)

Lianah disse...

Concordo com a Andressa!!! Etapa difícil, mas muitas vezes inevitável em nossas vidas!

Fernand's disse...

"a dor é inevitável. sofrer é opcional"

drummond

HelianaB disse...

um dos meus preferidos, soneto de separação se não estiver enganada... gostei da versão lara <3

Samila Lages disse...

Soneto lindo demais! Senti muita emoção e capricho aqui! Adorei! Aposto que o Poeta ficaria muito feliz se pudesse ler a homenagem da Poetiza!

Rê Primo disse...

Que perfeito! Vc sempre fala das coisas em q penso..

Eliakim - www.geoabrangencia.blogspot.com disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eliakim - www.geoabrangencia.blogspot.com disse...

A gente passa boa parte do tempo tentando entender o que é mais difícil
Adeus é a coisa mais difícil de se dizer

HelianaB disse...

It's time to say goodbye ;)

Anônimo disse...

massa!

:)

Naty.

Cafundó disse...

Adoro sonetos!
Ficou lindo, flor de Macapá!