terça-feira, 7 de setembro de 2010

Amiga Medusa



Se quero saber algo da morte,
Simplesmente chego e pergunto:
"Como será que é ser defunto?"
E ela só me diz que "é muita sorte".

Às vezes preciso ser tão forte...
Tornados me arrastam para ir junto,
Então, com o caos, faço conjunto...
Minhas veias ofereço ao corte!

Sempre sozinha, má e confusa,
Comigo está a foice brilhante;
Uma lâmina não obtusa,

Quando estamos a sós, pede escusa.
Eis minha amiga congelante
Assim como o olhar de Medusa!

5 comentários:

Naty. disse...

Fucking good! Queria poder escrever tão bem quanto...

:*

lenin disse...

:O, Dark. Clima sombrio, eu quase escuteo um lobo uivando. Os suicidas sofrerão empatia com o poema! Muito bom Lara, inspirador. Rs, brincadeira, se eu disser que seu poema é inspirador parece que ele tá me inspirando a me matar!

Mensagem Efêmera disse...

Naty, you're fucking good too, baby. I've read a lot of poems and I'm able to say it. *__*

Lênin, esse soneto é antigão. Eu era beem dark mesmo. E você entendeu bem o clima que eu quis passar. rs :**

lenin disse...

Obrigado por ter compartilhado conosco essa obra vintage!

Genny LiMo disse...

Amiga Medusa, me seduza!


;***~