Tenho um medo amedrontador,
Pavoroso e até demente,
Irracional e inconsciente
De não ser correspondida no amor.
Vejo-me com espasmos de terror,
Ao extremo de ficar doente.
Não posso permanecer na frente
De quem me causa tamanho tremor.
Sou covarde para dizer que gosto,
Pois a rejeição é mais que fatal.
Então, permaneço em silêncio.
Pensar na distância é já desgosto...
O que sinto está além do carnal.
O teu "sim" será meu melhor prêmio!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Garganta
Cansada está minha garganta,
De tanto sofrer, gritar à toa;
Enquanto meu espírito voa
Guiado pela desesperança...
Assim a imaginação avança
Oscilando entre a popa e proa;
Lágrimas? O oceano escoa,
Atingido pelo arpão e a lança.
Nesse mar de pura desilusão,
Nunca me encantaram as ninfas,
Sereias que ficam esquecidas.
Segue, meu desgarrado coração!
Admira as paisagens lindas,
Dessa forma deve ser tua lida...
De tanto sofrer, gritar à toa;
Enquanto meu espírito voa
Guiado pela desesperança...
Assim a imaginação avança
Oscilando entre a popa e proa;
Lágrimas? O oceano escoa,
Atingido pelo arpão e a lança.
Nesse mar de pura desilusão,
Nunca me encantaram as ninfas,
Sereias que ficam esquecidas.
Segue, meu desgarrado coração!
Admira as paisagens lindas,
Dessa forma deve ser tua lida...
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Escrava
Tive medo de ser rejeitada.
Assim, calei-me e segui viagem.
Desperdicei a antiga paisagem
Da tua beleza aprimorada.
Estupidamente enamorada
Fiz aquilo que nem escravos fazem:
Da tua atenção fiquei à margem.
Teu sorriso era minha morada.
A distância fez voltar a razão,
Mas retornas para perto de mim.
Tanto tempo, e ainda te quero?!
A lucidez retornou, mas em vão:
O remoto amor não chegou ao fim:
Sempre te quis e agora te espero!
Assim, calei-me e segui viagem.
Desperdicei a antiga paisagem
Da tua beleza aprimorada.
Estupidamente enamorada
Fiz aquilo que nem escravos fazem:
Da tua atenção fiquei à margem.
Teu sorriso era minha morada.
A distância fez voltar a razão,
Mas retornas para perto de mim.
Tanto tempo, e ainda te quero?!
A lucidez retornou, mas em vão:
O remoto amor não chegou ao fim:
Sempre te quis e agora te espero!
O Tempo

Por vezes é um ancião paciente;
As horas fluem e se escorrem
Sem percebermos qualquer desordem:
Senhor da vida, onipotente!
Ao me encontrar assim, carente,
Tremo e os ponteiros explodem;
Aí o tal velho me dá sua ordem:
Obedeço eu, eficiente!
Rodeia inúmeras ampulhetas,
Amplia os horizontes da ciência,
Prevê avanços da tecnologia.
Intrínseco, do destino é muleta.
Deus supremo da experiência,
Ou nos destrói ou imortaliza!
Soneto

Queria escrever um soneto
Dando-lhe merecido respeito,
Para causar o devido efeito;
São dois quartetos e dois tercetos.
Essa rima pobre aqui do gueto
Provém de uma doente no leito.
À míngua, fortes dores no peito,
Ainda quero fazer meu soneto!
Com estrutura simples e pura,
Que conquistou minha adolescência,
Do risco de morte já me cura.
Não importa se julgam loucura,
Felicita-me sua essência;
Escrevê-lo enche-me de ternura!
Assinar:
Postagens (Atom)